terça-feira, 6 de junho de 2017

ENERGIA ELÉTRICA SENDO GERADA ATRAVÉS DAS ONDAS DO MAR APLICADA EM PLATAFORMA DE PETRÓLEO

Esta tecnologia que está sob análise já se encontra em uso em alguns lugares do mundo, inclusive no Brasil, nos estados do Ceará e Rio de Janeiro. É aplicada na costa marítima, em lugares onde o relevo é apropriado e onde a incidência de ondas é constante e de tamanho adequado. A tecnologia consiste em utilizar o sobe e desce das ondas para gerar energia. Tudo começa quando a sequência de ondas se aproxima da usina. Nessa hora, a ondulação mexe com os flutuadores, cascos de aço que acompanham o movimento das ondas. O movimento dos flutuadores inicia uma reação em cadeia. Primeiro, eles impulsionam braços mecânicos. Esses braços, por sua vez, acionam bombas hidráulicas, que sugam a água de um reservatório para rodar a turbina que irá gerar energia. Com a sucção das bombas hidráulicas, a água do reservatório é bombeada com alta pressão por um sistema de tubos, até chegar à câmara hiperbárica. A câmara nada mais é que um tanque que retém a água bombeada por alguns segundos. Essa simples retenção faz a pressão da água aumentar. Na extremidade da câmara, a água pressurizada sai por um pequeno buraco e libera um jato com força equivalente à de uma cachoeira com 500 m de altura. O jato pressurizado faz girar uma turbina, gerando energia mecânica. Em seguida, essa energia aciona um gerador, onde ela é convertida em eletricidade.

A implantação da nova maneira de geração de eletricidade resulta, finalmente, numa redução de emissão de gases poluentes oriundos da queima dos combustíveis usados nas outras formas de geração, numa economia financeira já que o sistema não gasta combustíveis e usa energia proveniente do mar, que é gratuita e por fim aumenta a redundância da geração de energia, pois os outros  métodos  necessitam  de  fontes  de energia artificiais, que estão sujeitas a falhas mecânicas e humanas, e o método apresentado usa as ondas do mar como fonte de energia o que jamais se esgotará.
O projeto consiste na instalação de braços mecânicos (Figura 1), 


ao redor de toda a plataforma, numa das pontas desse braço são colocadas bóias, que farão o braço se movimentar de acordo com as ondas, a outra ponta será fixada na carcaça da plataforma e com o acionará uma bomba hidráulica (Figura 2),

todos os braços acionam uma bomba hidráulica. Essas bombas agem de maneira conjunta pressurizando um líquido dentro de uma câmara hiperbárica (Figura 3).

Após a pressurização, o líquido é liberado e aciona um motor hidráulico (Figura 4),

que por sua vez aciona um gerador. Vale observar que a utilização de apenas um braço teria uma eficácia insignificante, mas o somatório de todos os braços instalados ao redor de toda a plataforma gera uma grande pressão na câmara hiperbárica e uma considerável potência no motor hidráulico.
Em condições apropriadas a geração de energia elétrica de todo o sistema pode suprir até 15% do consumo total de eletricidade de uma plataforma.
O fluido utilizado nesse processo pode ser a própria água do mar, e circuito deve ser fechado, ou seja, após a água passar pelo motor hidráulico, e perder pressão, ela voltará para as bombas hidráulicas dos braços mecânicos, onde ganharão, novamente, pressão, e assim se completa o ciclo, que acontecerá de maneira repetida e contínua.
O projeto se mostra viável por não interferir na estrutura interna da plataforma, já que os braços deverão ser instalados em sua parte externa, próximos à água. Na parte interna serão colocadas apenas tubulações que ligarão todos os braços, o que não significa complicações de projeto e instalação. Além disso deverão ser instalados a câmara hiperbárica, o motor hidráulico e o gerador, que são relativamente pequenos e podem ser instalados em qualquer lugar da plataforma.

A melhor maneira de representar todo o sistema é como na figura 5, que mostra num esquema simplificado, o arranjo dos equipamentos que compõem a usina. A letra A representa o flutuador, B o braço horizontal de articulação, C a bomba hidráulica de movimento alternativo, D a plataforma de sustentação e fixação dos equipamentos, E a câmara hiperbárica, F a válvula reguladora de vazão, G o motor hidráulico hidráulica e a letra   H, representa o gerador elétrico. Através da ação das ondas, flutuadores (A) fixados em estruturas horizontais articuladas se movimentam atuando como braços de alavanca. Esses braços de alavanca (B), numa certa relação, multiplicam as forças oriundas do flutuador para acionar bombas hidráulicas (C) de movimentos alternados. Estas bombas aspiram e comprimem o fluido durante a movimentação dos flutuadores para abastecer e manter elevada a pressão da câmara hiperbárica (E). A câmara hiperbárica é previamente pressurizada contendo água e gás nitrogênio em volume fixo e permanente, caracterizando um acumulador hidropneumático. A vazão de água, que abastece a câmara hiperbárica, é então liberada na forma de jato, para acionar um motor hidráulico (G) numa vazão igual ou menor àquela enviada pelas bombas, através de uma válvula controladora de vazão (F). A rotação obtida no eixo da turbina é transmitida a um gerador elétrico (H) para conversão de energia mecânica em eletricidade.

Referências:


Alunos (a): Rafael da Silva Gonçalves / Paula Beatriz Rodrigues Herdt





quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Túnel de vento e suas aplicações na engenharia civil.


Túneis de vento são instalações destinadas a simular e estudar o efeito do movimento de ar sobre ou ao redor de objetos sólidos, como carros, aviões, foguetes entre vários outros equipamentos, e assim poder submete-los a testes para adquirir uma melhor aerodinâmica. Assim como na industria automotiva e aeronáutica, na engenharia civil os tuneis de vento são utilizados para a determinação de parâmetros nos projetos de edifícios, pontes, antenas e outras estruturas de construções civis.


  "O túnel de vento é uma ferramenta que simula o vento característico das cidades em escala reduzida para ensaio de edificações." diz Gilder Nader, Responsável pelo túnel de vento do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) na cidade de São Paulo.

  Geralmente esses ensaios são realizados para construções de edifícios altos e esbeltos, edificações curvas com formas inovadoras, estrutura de estádios de futebol e pontes estaiadas e pênseis, esses ensaios são de grande importância se não obrigatórios, para dar uma maior segurança ao engenheiro estrutural.

  Esses tipos de obras citadas a cima estão fora da norma que determina as configurações do projeto arquitetônico, que rege a ação do vento sobre a estrutura das edificações, a NBR 6123/1988. A norma fornece coeficientes confiáveis para construções em planta quadrada ou retangular.

  Além dessas aplicações, que têm um foco mais voltado para estudo e testes, esses túneis também são utilizados como um meio de entretenimento por algumas empresas. Exemplos disso são as estruturas que permitem simular situações de queda livre e planação no ar.


Gustavo Vieira da Silva.

  Referencias.

Site - Engenharia estrutural e construção civil.
Disponível no link: https://construcaocivilpet.wordpress.com

Site - Téchne engenharia.
Link:  http://techne.pini.com.br/engenharia-civil

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Transposição de Rios - Alunos: Arthur D. F. Maiato e João Luís Simon

Transposição de Rios

          Diante da escassez de água em algumas partes do mundo, diversas estratégias foram criadas para garantir o acesso da população a esse recurso. Dentre essas estratégias, destaca-se a transposição de rios, que possui como objetivo principal levar água de um lugar rico para outro pobre nesse recurso.
          A transposição de rios é realizada desde a Antiguidade, porém tem se intensificado hoje em dia em razão da falta de água para a população e para os animais. Apesar de a ideia parecer simples e justificável, os danos ambientais causados pela transferência de água de uma região para outra são imensos.
          Dentre os impactos ambientais mais significativos, podemos citar o desmatamento. De uma maneira geral, as obras de transposição são grandes e ocupam diversos hectares de terra para o andamento do projeto. Essa destruição da fauna e flora resultante do desmatamento causa um enorme impacto ambiental, podendo acelerar o processo de extinção de muitas espécies.
          Além de matar várias espécies, a transposição acaba impedindo a migração de alguns animais entre ambientes, que até então eram bem preservados. Apesar de a maioria das obras prever a realização de pontos de ligação entre um ambiente e outro, muitas vezes essa alternativa acaba não sendo viável, levando a uma redução da biodiversidade.
          A destruição de habitat provocada pelo desmatamento pode colocar em risco também a saúde de uma população, uma vez espécies saem dos seus locais de origem e podem invadir a casa dos moradores daquelas áreas. Aranhas, cobras e escorpiões, por exemplo, podem provocar sérios acidentes ao procurarem nova moradia.
          O desmatamento também pode agravar o problema da desertificação em algumas áreas. Esse é um ponto muito debatido por pesquisadores que analisam a Transposição do Rio São Francisco, uma vez que existem áreas onde esse processo está bastante avançado. Nesses pontos, é impossível plantar espécies nativas, o que dificulta os planos do governo de minimização dos impactos ambientais.
          A transposição de rios também favorece o surgimento de processos erosivos, principalmente em áreas que já sofrem com a desertificação, como é o caso do Nordeste brasileiro.
          As comunidades biológicas aquáticas também são afetadas pela mudança do curso dos rios, principalmente as das bacias receptoras. Normalmente, espera-se que haja uma modificação de toda a composição dessas comunidades e uma diminuição do número de espécies. O risco decorrente da introdução de espécies exóticas também é um ponto a ser analisado.
          A poluição também está entre os problemas ambientais decorrentes da transposição de rios. Os novos canais atraem a população e indústrias, que acabam lançando dejetos na água, provocando a poluição.
          Além de todos os impactos ambientais negativos gerados por essas obras, os projetos de transposição afetam também a vida social de toda a população dessas áreas e nem sempre de uma maneira benéfica. Sendo assim, é fundamental que a população conheça bem as obras de transposição e analisem todos os impactos que elas causarão em suas vidas e no meio ambiente.

Fontes: https://pt.wikipedia.org/wiki/Transposição_do_rio_São_Francisco
               alunosonline.uol.com.br/biologia/impactos-ambientais-negativos-transposicao-rios.html
               www.pensamentoverde.com.br/.../quais-as-consequencias-da-transposicao-do-rio

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Túnel de Vento

Túnel de Vento           


Os túneis de vento nada mais são do que estruturas que propiciam a simulação do comportamento do ar em relação a diversos tipos de objetos, como aviões, carros e até mesmo na construção civil. A instalação permite observar o movimento do ar ao redor dos itens inseridos dentro dele, o que não é possível realizar facilmente em uma situação normal, por exemplo, quando uma aeronave está em pleno vôo.






Além dessas aplicações, que têm um foco mais voltado para estudo e testes, esses túneis também são utilizados como um meio de entretenimento por algumas empresas. Exemplos disso são as estruturas que permitem simular situações de queda livre e planação no ar.

No meio comercial, esse tipo de construção é utilizado para testar o comportamento de automóveis, simulando-os em alta velocidade. Exatamente por conta disso, esses túneis também são empregados em larga escala por várias escuderias da Fórmula 1, permitindo a criação de carros mais estáveis e mais rápidos apenas por meio de alterações na aerodinâmica.


Aplicação feita pela NASA


Como a instituição-modelo em relação a tecnologias relacionadas a aeronaves e suas variações, a NASA também possui estruturas específicas para testar os seus projetos utilizando túneis de vento, que simulam a geração de ventos a velocidades absurdas.

As instalações utilizadas pela NASA permitem que os engenheiros controlem as condições que afetam diretamente a aeronave. Essas estruturas puxam o ar externo jogando-o para dentro da área de testes e, então, empurram o vento para fora novamente, fazendo com que seja gerada uma recirculação de ar dentro do túnel.







Esquema mostra o projeto de um dos túneis de vento utilizados pela NASA



A figura acima demonstra a estrutura de um túnel de vento usado pelos especialistas da companhia. O grande ventilador (”Fan”), por meio do seu motor (“Drive Motor”), faz com que a circulação do ar se mantenha ativa.

Para você tenha uma noção real do tamanho dessa estrutura, compare o gerador de ventos (“Fan”) com o pequeno desenho chamado de “Model” nesta figura: ele representa a aeronave em teste. Todos os dados coletados são transmitidos para a sala de controle (“Control Room”), onde os engenheiros se encontram.


Segue o link de um video explicando detalhadamente como funciona o túnel de vento: https://www.youtube.com/watch?v=-DdSFoP58LI


Referências: http://www.tecmundo.com.br/
                     https://www.youtube.com


Aluno: Ricardo Citadin;




Vídeo - Verificando a pressão, e a vazão da bomba de combustível. Vale a pena conferir.



Referências:
Carros Infoco, Injeção eletrônica bomba de combustível. Disponível em: <  http://www.carrosinfoco.com.br/carros/2013/08/injecao-eletronica-bomba-de-combustivel/ >. Acesso em 26 de outubro 2016

Schneider Motobombas, Disponível em: < http://www.schneider.ind.br/media/204798/manual-geral-de-instru%C3%A7%C3%B5es.pdf >. Acesso em 28 de outubro de 2016.
Verifique a pressão, e a vazão da bomba de combustível!
Túnel de Vento

   Túnel de Vento surge para simular os deslocamentos de ar para que possam ser analisados os seus comportamentos e determinar os efeitos do peso do vento em relação aos objetos sólidos. Os ensaios realizados aumentam a confiabilidade do calculo estrutural de um projetista, não só a confiabilidade como também determinar a atuação de edificações próximas, verificação da ventilação interna dos ambientes e avaliar a qualidade do ar interno.
   Relacionando Túnel de Vento com Fenômenos de Transporte, percebemos que o estudo de fenômenos está elencado com a utilidade do túnel de vento, uma vez que a matéria estuda como a quantidade de movimento, energia, massa é transportada por um meio, analisando seus efeitos nas estruturas experimentadas.



  Na engenharia civil, túnel de vento é um excelente aliado, já que a ação dos ventos é um dos fatores mais significativos a serem considerados no dimensionamento de estruturas e coberturas de construções. Os ensaios das estruturas com o túnel de vento são realizados em formatos reduzidos para cimentar com mais segurança o dimensionamento das estruturas.
  Os impactos dos ventos em fachadas de edificações podem resultar em efeitos indesejáveis para o projeto e para os usuários, também podendo causar danos á cobertura, especificamente em grandes superfícies inclinadas.

Assista o vídeo explicativo em: https://www.youtube.com/watch?v=a9cT77hsOpU

Referencias:
http://techne.pini.com.br/engenharia-civil/208/como-funciona-o-tunel-de-vento-do-ipt-319316-1.aspx
http://www.ipt.br/noticia/531-arena_mt_no_tunel_de_vento.htm
https://www.youtube.com/watch?v=a9cT77hsOpU

Alunas: Josglyne Böger Rodrigues e Iara Santos Arceno

Alunas Daiani Kuhnen e Bruna Silva de Carvalho