segunda-feira, 19 de junho de 2017

Bomba de Calor: Use sua piscina o ano todo


  A bomba de calor é um equipamento híbrido, que funciona de maneira similar, porém inverso, a um ar condicionado, ou seja, ele transfere o calor natural do ar para a água. 
 Funciona da seguinte forma: O ar captado pela bomba de calor passa por um uma serpentina que contém gás proveniente de um compressor. Ao passar por esta serpentina o ar eleva a temperatura do gás que por sua vez chega a um trocador de calor que transfere seu calor para a água. Após isso o ar sairá gelado da bomba de calor.



 Sendo assim, este sistema tem a característica de ser um sistema limpo, que não libera poluentes no ar. 
 O equipamento é hibrido porque necessita de energia elétrica para fazer funcionar o compressor, porém o calor que aquece a água provém do ar que circula na bomba de calor por intermédio de ventiladores. 
 Como o calor do ar é aproveitado, consegue-se uma economia de 30 a 35% em relação ao sistema elétrico. Além disso, apesar de ser um equipamento de alto investimento, a longo prazo o aquecimento de piscinas por bomba de calor tem se mostrado um sistema econômico. 
 Além de expelir ar frio, a bomba de calor também gera muito barulho. Por isso e por se aproveitar do ar ambiente recomenda-se que ela seja instalada em ambiente externo devidamente cercado para evitar curiosos, desta forma a sua eficiência é maior. 
 O dimensionamento da potência necessária para aquecer a piscina de forma satisfatória irá depender do volume da piscina, área e localização externa ou interna. Poderá ser instalada em bateria ou não, conforme dimensionamento necessário. 

 Esquema abaixo mostra o funcionamento de uma bomba de calor de piscina (ar-água): 
1) Fluído expande (válvula de expansão), muda de estado (gás) e diminui de temperatura. O ar do ambiente transfere energia térmica (calor) para o fluído resfriado (no evaporador). 
2) Fluído é então comprido (compressor), muda de estado (líquido), aumento de temperatura, e tem seu calor dissipado na água da piscina por meio de um trocador de calor.


 No caso das piscinas, importante destacar o papel das capas térmicas. Elas são responsáveis pela redução da demanda por aquecimento, pois minimizam a dissipação de calor para o ambiente, já que a maior parte da perda térmica de uma piscina se dá por meio de sua superfície.  
 Por aproveitar o calor do ambiente, o aquecimento de piscina por bomba de calor é a solução ideal para o clima do Brasil. Mas nas regiões muito frias deve-se tomar cuidado, pois por trocar calor com o ar, sua eficiência cai muito quando a temperatura ambiente é abaixo de 10ºC. Nesta situação as serpentinas do equipamento (evaporadores) congelam e evitam a circulação do ar, e assim torna prejudicial a troca de calor. 
As bombas de calor são uma solução econômica já que cerca de 80% da energia necessária provém do ar. Por cada 1kW consumido de eletricidade, as bombas de calor podem chegar a gerar 5kW para aquecer a água da piscina, em função da qualidade desta. 
A relação entre a potência que a bomba gera e o seu consumo elétrico denomina-se COP (Coeficiente de Rendimento). Quanto mais elevado este for, maior será o rendimento da bomba de calor e menor o valor do custo de eletricidade. 

Abaixo segue um vídeo demonstrando o princípio de seu funcionamento:






Referencias:

Aluno: Willian Tozetto





domingo, 18 de junho de 2017

Bombas Centrífugas Autoescorvantes

Grande parte das tecnologias de bombeamento requer obrigatoriamente que não haja a presença de ar entre o líquido a ser transferido e o interior da bomba, ou seja, é obrigatório preencher com líquido da câmara de bombeamento até a tubulação de alimentação, chamada escorva da bomba.

A falha no fornecimento de líquido durante o trabalho da bomba, popularmente chamado de “trabalho a seco”, pode danificar tanto o selo mecânico como toda a bomba, na maioria das tecnologias que exijam a escorva prévia do equipamento.

A bomba autoescorvante é um equipamento capaz de realizar a sucção do produto sem a necessidade de escorva prévia do equipamento, porém requer obrigatoriamente que haja a escorva na sua primeira partida e, a partir deste momento a bomba entra em regime. Nas próximas partidas a escorva será automática, uma vez que todos os modelos retêm fluído internamente, pois o bocal de sucção está acima da linha de centro do rotor, permitindo que a bomba fique sempre cheia de fluído dispensando a necessidade de escorvar a bomba a cada partida.


As bombas centrífugas autoescorvantes têm rotor aberto e bombeiam fluídos com sólidos de grandes dimensões (até 76 mm). São muito utilizadas nas estações de tratamento de efluentes, recalque de água de lagos e rios para irrigação, rebaixamento de lençol freático na construção civil, unidades de combate à incêndio, para carga, descarga e lavagem nos serviços navais, Serviços de emergência para transbordo de produtos, entre outras aplicações.

Algumas Características:

• Construção simples 
• Grande resistência à abrasão 
• Construção robusta em ferro fundido nodular, bronze, aço carbono e aço inox 316 
• Selo mecânico lubrificado externamente: a lubrificação previne danos no caso da bomba trabalhar à seco, e acaba com o vazamento de ar ou líquido pelo eixo longa duração: as partes sujeitas ao desgaste podem ser facilmente substituídas uma ou mais vezes para voltar à performance original 
• Fácil de instalar: somente a linha de sucção fica imersa no líquido 
• Rápida auto-escorva: não há necessidade de válvulas de pé 
• Baixo custo de manutenção.


Pode possuir vazões máximas de até 50 m³/h, pressões de até 4 kgf/cm² e capacidade de sucção máxima de aproximadamente 5 m de profundidade.

Vídeo sobre funcionamento da bomba autoescorvante:


Fonte:

http://www.tetralon.com.br/bombas-autoescorvantes
http://www.technopump.com.br/bomba-auto-escorvante.htm
http://www.machibombas.com.br/sistema-auto-escorvante/
http://www.proinox.com/bombas-sanitarias-inox-auto-escorvantes.html
http://www.goiasbombas.com.br/perguntas.html
http://www.technopump.com.br/bomba-centrifuga-auto-escorvante.htm

Aluna: Giovanna Goulart Cardoso.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Bomba sapo

Conhecida também como bomba submersa por trabalhar mergulhada no líquido é indicada para cisterna e poço com diâmetro a partir de 8 polegadas. Atinge a altura manométrica máxima de 65 metros com vazão de 300 litros/hora. Potência 300 Watts.
Deve ser instalado com mangueira de polietileno (A), com parede mínima de 2mm e diâmetro de 3/4 de polegadas. Não interromper ou restringir a passagem de água na tubulação com o uso de válvula ou dobra na mangueira.

Evitar que a emenda de (B) para (C) do fio fique imersa em líquido ou exposta à umidade. Caso seja necessário, esta deve estar totalmente vedada com a utilização de fita isolante de auto fusão ou tubo termoretrátil com resina, disponíveis comercialmente.

Para colocar ou retirar a bomba do poço, utilizar a mangueira. Não deve ser usado o cabo elétrico de alimentação, pois pode gerar danos. Um cabo de segurança adicional (E) não metálico pode ser fixado aos anéis próximos a saída da bomba para colocar ou retirar a bomba do poço.

A bomba deve estar centralizada em relação às paredes do poço e respeitando uma distância mínima de 40 cm em relação ao fundo e trabalhar totalmente submersa.


Bombas que ficam submersas na água são divididos em dois grupos chamados de submersível e submersa. A bomba submersível realiza o trabalho por um determinado período (que varia de acordo com o fabricante), mas deve ser retirada da água após o seu uso, ser secada e guardada. Por isso, essa bomba é indicada para casos de inundações. Já as submersas ou sapo são produzidas para permanecer dentro da água.

Os modelos podem ficar a, no máximo, 20 metros de profundidade - valor que varia de produto para produto. Para controlar o volume de água dentro do reservatório, é indicada a instalação de uma boia de nível.

Abaixo um vídeo explicando sobre a bomba sapo.



Referências:





Aluna: Amanda Marcon Kirchner

COMPORTAMENTO DE UM LÍQUIDO EM UM RECIPIENTE MÓVEL.

           Em nossa disciplina estudamos algumas particularidades dos fluidos, ora em movimento e ora em estado estático. Porem em um recipiente em movimento, como os fluidos se comportam ? 
           Por exemplo, se analisarmos um tanque de gasolina de um veiculo em movimento, este deve ser projetado para que o combustível fique dentro do reservatório e não retorne pelo contudo por onde foi injetado, então, a entrada do tanque deve ficar numa altura maior do que a altura que o fluido chegará na parede do reservatório conforme o veiculo acelerada. Neste exemplo, o resultado de um mal dimensionamento seria que o valor mostrado no tanque não condiz com a quantidade de gasolina. 
           Alem disso, as pressões nas paredes do reservatório variam também. Pense em um veiculo que se locomove muito rápido. Um avião por exemplo, ele chega a grandes velocidades, logo as paredes do reservatórios devem ser dimensionadas para receber uma variação de pressão adequada.
           Para analisarmos o comportamento de um líquido em um recipiente móvel vamos considera-lo em equilíbrio interno e com o recipiente, ou seja, sem movimento das partículas do líquido entre si. Assim iremos não haverá forças de cisalhamento e a viscosidade pode ser ignorada. Trabalharemos com o conceito de movimento de corpo rígido.
           A análise depende, obviamente, da geometria do recipiente. A seguir, são analisados casos simples com a finalidade de exemplo, com o objetivo de ilustrar os princípios básicos que devem nortear a busca da solução e um estudo mais aprofundado. Os recipientes são escolhidos de forma a ter uma geometria que facilite os cálculos.

TRANSLAÇÃO LINEAR HORIZONTAL

           Se o recipiente que contém o líquido se mover linearmente na horizontal com aceleração aH, a superfície do líquido sofrerá uma inclinação Θ com relação à horizontal. Uma partícula de volume δV localizada na superfície do líquido, a uma distância r do eixo de rotação estará sujeita a uma única força, FN, normal à superfície, pois não haverá tensões internas de cisalhamento; a componente vertical FN cos Θ deverá equilibrar o peso da partícula, e a componente horizontal FN sen Θ deverá equilibrar a aceleração aH a que ela está sujeita. Assim:

 

           Essa inclinação fará com que a pressão do fluido seja diferente nas paredes anterior e posterior do recipiente. Se considerarmos um recipiente retangular, de comprimento L, altura H e largura W, na primeira parede a superfície do líquido subirá de uma altura:

 

e na segunda descerá um valor equivalente.

           A forca na parede posterior será
 

           A diferença entre essas forças é
 





que é justamente a força necessária para acelerar a massa de fluido m.

Alunos : Lucas Vieira da Rosa.
               Marcos Antônio Lucktenberg

Refêrencias:

http://www2.ufersa.edu.br/portal/view/uploads/setores/111/arquivos/CAP_1_DEFINICOES.pdf

https://pt.wikibooks.org/wiki/Mec%C3%A2nica_dos_fluidos/Comportamento_de_um_l%C3%ADquido_em_um_recipiente_m%C3%B3vel


http://redeetec.mec.gov.br/images/stories/pdf/eixo_ctrl_proc_indust/tec_autom_ind/mec_fluido/161012_mec_fluidos.pdf

terça-feira, 6 de junho de 2017

ENERGIA ELÉTRICA SENDO GERADA ATRAVÉS DAS ONDAS DO MAR APLICADA EM PLATAFORMA DE PETRÓLEO

Esta tecnologia que está sob análise já se encontra em uso em alguns lugares do mundo, inclusive no Brasil, nos estados do Ceará e Rio de Janeiro. É aplicada na costa marítima, em lugares onde o relevo é apropriado e onde a incidência de ondas é constante e de tamanho adequado. A tecnologia consiste em utilizar o sobe e desce das ondas para gerar energia. Tudo começa quando a sequência de ondas se aproxima da usina. Nessa hora, a ondulação mexe com os flutuadores, cascos de aço que acompanham o movimento das ondas. O movimento dos flutuadores inicia uma reação em cadeia. Primeiro, eles impulsionam braços mecânicos. Esses braços, por sua vez, acionam bombas hidráulicas, que sugam a água de um reservatório para rodar a turbina que irá gerar energia. Com a sucção das bombas hidráulicas, a água do reservatório é bombeada com alta pressão por um sistema de tubos, até chegar à câmara hiperbárica. A câmara nada mais é que um tanque que retém a água bombeada por alguns segundos. Essa simples retenção faz a pressão da água aumentar. Na extremidade da câmara, a água pressurizada sai por um pequeno buraco e libera um jato com força equivalente à de uma cachoeira com 500 m de altura. O jato pressurizado faz girar uma turbina, gerando energia mecânica. Em seguida, essa energia aciona um gerador, onde ela é convertida em eletricidade.

A implantação da nova maneira de geração de eletricidade resulta, finalmente, numa redução de emissão de gases poluentes oriundos da queima dos combustíveis usados nas outras formas de geração, numa economia financeira já que o sistema não gasta combustíveis e usa energia proveniente do mar, que é gratuita e por fim aumenta a redundância da geração de energia, pois os outros  métodos  necessitam  de  fontes  de energia artificiais, que estão sujeitas a falhas mecânicas e humanas, e o método apresentado usa as ondas do mar como fonte de energia o que jamais se esgotará.
O projeto consiste na instalação de braços mecânicos (Figura 1), 


ao redor de toda a plataforma, numa das pontas desse braço são colocadas bóias, que farão o braço se movimentar de acordo com as ondas, a outra ponta será fixada na carcaça da plataforma e com o acionará uma bomba hidráulica (Figura 2),

todos os braços acionam uma bomba hidráulica. Essas bombas agem de maneira conjunta pressurizando um líquido dentro de uma câmara hiperbárica (Figura 3).

Após a pressurização, o líquido é liberado e aciona um motor hidráulico (Figura 4),

que por sua vez aciona um gerador. Vale observar que a utilização de apenas um braço teria uma eficácia insignificante, mas o somatório de todos os braços instalados ao redor de toda a plataforma gera uma grande pressão na câmara hiperbárica e uma considerável potência no motor hidráulico.
Em condições apropriadas a geração de energia elétrica de todo o sistema pode suprir até 15% do consumo total de eletricidade de uma plataforma.
O fluido utilizado nesse processo pode ser a própria água do mar, e circuito deve ser fechado, ou seja, após a água passar pelo motor hidráulico, e perder pressão, ela voltará para as bombas hidráulicas dos braços mecânicos, onde ganharão, novamente, pressão, e assim se completa o ciclo, que acontecerá de maneira repetida e contínua.
O projeto se mostra viável por não interferir na estrutura interna da plataforma, já que os braços deverão ser instalados em sua parte externa, próximos à água. Na parte interna serão colocadas apenas tubulações que ligarão todos os braços, o que não significa complicações de projeto e instalação. Além disso deverão ser instalados a câmara hiperbárica, o motor hidráulico e o gerador, que são relativamente pequenos e podem ser instalados em qualquer lugar da plataforma.

A melhor maneira de representar todo o sistema é como na figura 5, que mostra num esquema simplificado, o arranjo dos equipamentos que compõem a usina. A letra A representa o flutuador, B o braço horizontal de articulação, C a bomba hidráulica de movimento alternativo, D a plataforma de sustentação e fixação dos equipamentos, E a câmara hiperbárica, F a válvula reguladora de vazão, G o motor hidráulico hidráulica e a letra   H, representa o gerador elétrico. Através da ação das ondas, flutuadores (A) fixados em estruturas horizontais articuladas se movimentam atuando como braços de alavanca. Esses braços de alavanca (B), numa certa relação, multiplicam as forças oriundas do flutuador para acionar bombas hidráulicas (C) de movimentos alternados. Estas bombas aspiram e comprimem o fluido durante a movimentação dos flutuadores para abastecer e manter elevada a pressão da câmara hiperbárica (E). A câmara hiperbárica é previamente pressurizada contendo água e gás nitrogênio em volume fixo e permanente, caracterizando um acumulador hidropneumático. A vazão de água, que abastece a câmara hiperbárica, é então liberada na forma de jato, para acionar um motor hidráulico (G) numa vazão igual ou menor àquela enviada pelas bombas, através de uma válvula controladora de vazão (F). A rotação obtida no eixo da turbina é transmitida a um gerador elétrico (H) para conversão de energia mecânica em eletricidade.

Referências:


Alunos (a): Rafael da Silva Gonçalves / Paula Beatriz Rodrigues Herdt