Blog de Fenômenos de Transportes I (Mecânica dos Fluidos), referente ao curso de Engenharia Civil, da Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, criado pela turma do semestre letivo 2012/2, com ênfase na divulgação dos trabalhos criados e formatados pelas equipes orientadas pela Professora Maria Lúcia Cochlar. Nosso objetivo principal é evoluir nossos conhecimentos e divulgar como a mecânica dos fluidos é importante, mostrando os vários campos de atuação de maneira simples e prática.
Este trabalho explica o por que se colocarmos uma folha sobre um copo com agua e virarmos o copo por que a agua não sai. Elaborado pelos alunos Tobias F. Amaral, Diogo G. Nunes e Murilo M. Pinheiro da turma de Fenomenos de Transporte do curso de ENGENHARIA CIVIL da Unisul em junho de 2012. Postado por Éder, Icaro e Everton.
Experiência de Torricelli e o Princípio de Pascal (Postado por André Martins Leonardo e Jean Carlos Vezzaro)
O
estudo das leis e do comportamento físico dos fluidos, tem aplicações
fundamentais na Engenharia Civil, pois se trata de transferência de massa, de
calor e de temperatura. Sendo assim os estudos apresentados podem ser
usados em, instalações hidráulica, elevadores hidráulicos, bombas, em
mangueiras de nível na construção civil, na capilaridade da água em mecânica
dos solos entre outras aplicações.
Experiência de Torricelli
Princípio de Pascal
Apresentação e Aplicação da Variação de Pressão nos Fluidos Estáticos
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Autoria: Danielle Radaelli Dias, João Antônio Luciano Américo e Mateus de Lucca Marcon
É necessário que no estudo da Hidrodiâmica algumas condições iniciais
sejam estabelecidas. Por exemplo, se estudarmos um fluido na forma como
ele realmente se apresenta, teremos um sistema mais complexo. Assim, é
melhor considerar um fluido que, além de satisfazer algumas condições,
apresente comportamento semelhante ao comportamento de um fluido ideal.
Dessa forma, podemos dizer que o fluido de nosso estudo possui densidade
constante, e sua velocidade de escoamento, em um ponto qualquer, também
é constante em relação ao tempo. Complementando o assunto abordado por nossos colegas no artigo anterior, segue abaixo um vídeo que fala um pouco mais sobre hidrodinâmica e a equação da continuidade:
Aluno: Luiz Carlos Zanela Jr.
Hidrodinâmica - Vazão e equação da continuidade
Antes de entender o que é a Equação da Continuidade, é
necessário entender o conceito de fluxo. O termo pode ser aplicado nos
mais variados contextos. A abordagem feita aqui é aquela adotada do
ponto de vista da Hidrodinâmica (Dinâmica dos Fluidos).
Se você pudesse ver cada partícula de ar atravessando a
espira, poderia observar linhas que representariam as trajetórias das
partículas de ar. Em cada ponto, a tangente a cada linha daria a velocidade das gotas de água naquele ponto. Veja a sequência das figuras abaixo:
Pelas figuras, pode-se compreender Fluxo como sendo um campo vetorial
através de uma superfície, isto é, a “quantidade” de algo que,
efetivamente, atravessa aquela superfície. Matematicamente, pode ser
expresso da seguinte forma:
A letra Φ representa o Fluxo, é o vetor velocidade e A é o vetor área.
Um
fato bastante corriqueiro mostra que é possível aumentar a velocidade
da água que sai de uma mangueira de jardim fechando parcialmente o bico
da mangueira com o dedo. Esta alteração na velocidade está diretamente
relacionada ao fato de alterarmos a secção da área de saída de água da
mangueira.
Observando a figura ao lado, é fato simples de compreender
(principalmente quando consideramos o fluido incompressível) que a
quantidade de água que entra na mangueira com velocidade 1 deve ser a mesma que sai com velocidade 2,
já que não há, no transcurso, nenhuma fonte nem sumidouro de fluido. Em
outras palavras, o fluxo de líquido deve ser constante.
Sendo assim, pode-se escrever matematicamente:
Efetivamente, como o fluxo é constante:
Δt1 = Δt2
Logo, a equação fica reduzida à:
A1 . v1 = A2 . v2
Esta relação entre a velocidade do fluido e a área de secção por onde o fluido passa é chamada Equação da Continuidade.
De uma outra forma, a equação anterior pode ser escrita como:
A . v = constante
O produto anterior é chamado de Vazão (volume de fluido que passa por uma secção na unidade de tempo). No Sistema Internacional de Unidades, é medido em m³/s (metro cúbico por segundo).
Para entender um pouco mais sobre as consequências desta equação, confira o vídeo:
Mas tem outra coisa: é comum alguns acreditarem que a água que sai da
mangueira com maior velocidade em virtude da redução da área tem sua
pressão aumentada. No entanto acontece exatamente ao contrário. A
pressão, nesta condição é menor. Mas isto é outra história. É necessário
analisarmos do ponto de vista da Equação de Bernoulli.
Equipe: Fhilipe Silva Inácio
Vinicius da Silva
Alexandre Rechia Lima
Bibliografia:
RESNICK, R. , HALLIDAY, D. , WLAKER, J. Fundamentos de Física. Vol. 2. 8ª Ed. Rio de Janeiro. LTC. 2009
A reprodução da experiência de Reynolds teve por objetivo verificar
as diferenças entre os tipos de escoamento (laminar, transitório e turbulento)
e suas causas, através da observação da água escoando em uma garrafa pet com o
auxílio de uma seringa carregada com tinta vermelha. No experimento, manteve-se
a torneira de água com a vazão constante, enquanto a vazão da tinta foi
regulada para que não escoasse muito. Essa regulagem permitiu que água gerasse
um escoamento laminar do líquido vermelho (onde aparece apenas um filete linear
de tinta). Depois aumentou-se a vazão até que o filete de tinta indicasse uma
fase de transição entre o regime laminar e o turbulento. Aumentando ainda mais
a vazão obteve-se o regime turbulento, no qual o filete de tinta se comporta de
forma desordenada, e repetiu-se o mesmo procedimento do regime transitório. Notamos que no escoamento laminar, as partículas do fluido percorrem
trajetórias paralelas. No escoamento turbulento, as trajetórias são
irregulares, elas se cruzam, formando uma série de minúsculos redemoinhos. Na
prática, o escoamento dos fluidos quase sempre é turbulento. É o regime mais encontrado
nas obras e instalações de engenharia, tais como adutoras, vertedores de barragens,
fontes ornamentais, entre muitos outros.