sábado, 31 de outubro de 2015


Universidade do Sul de Santa Catarina

Alunas: Caroline Medeiros, Gabriela Novack e Jéssica Alexandre
Curso: Engenharia Civil




Trabalho de Bombas





Bombas volumétricas ou de deslocamento positivo
Nas Bombas Volumétricas, ou de Deslocamento Positivo, a movimentação do fluído é causada diretamente pela ação do órgão de impulsão da bomba que obriga o fluído a executar o mesmo movimento a que está sujeito este impulsor (êmbolo, engrenagens, lóbulos, palhetas). 
Dá-se o nome de volumétrica porque o fluído, de forma sucessiva, ocupa e desocupa espaços no interior da bomba, com volumes conhecidos, sendo que o movimento geral deste fluído dá-se na mesma direção das forças a ele transmitidas, por isso são chamadas de deslocamento positivo. As Bombas Volumétricas dividem-se em:
·         Êmbolo (pistão, diafragma, membrana); Escoamento intermitente.
·         Rotativas (engrenagens, lóbulos, palhetas, helicoidais, fusos, parafusos, peristálticas); Escoamento contínuo.

Bombas de Êmbolo
Neste tipo de máquina de deslocamento positivo, o movimento de rotação do motor de acionamento é transformado em movimento de deslocamento retilíneo alternativo de um pistão ou êmbolo, no interior de um cilindro. O êmbolo é um tipo de pistão, utilizado para pressões mais elevadas, com anéis de vedação (gaxetas) situados na parede do cilindro e não no corpo do próprio pistão.


Classificação das bombas de êmbolo
Deslocamento de liquido:
·         Simples Efeito: possui duas válvulas de retenção, uma ligada á canalização de sucção e outra ligada à canalização de recalque. Quando o pistão movimenta-se em direção ao ponto morto inferior, produz uma depressão dentro do cilindro, abrindo a válvula de admissão e fazendo com que a pressão do reservatório de sucção (normalmente atmosférica) impulsione o líquido para o seu interior. No momento em que o pistão retorna ao ponto morto superior, a válvula de descarga abre-se e o líquido é descarregado na tubulação de recalque.
·         Duplo Efeito: o líquido é recalcado tanto na ida como na volta do pistão. Enquanto um lado do pistão provoca uma depressão no cilindro, abrindo a válvula de admissão e succionando certa quantidade de líquido, o outro lado pressiona uma parcela de líquido para a tubulação de recalque, através da válvula de descarga.
Numero de câmaras com pistão ou êmbolo:
·         Simplex
·         Duplex
·         Triplex
·         Multiplex
Respectivamente com um, dois, três ou mais cilindros paralelos.

Cálculos
·         Vazão média recalcada por uma bomba de êmbolo de simples efeito:
Q = [(π D²) / 4] L (n / 60) ɳv
Onde:
Q = vazão média recalcada, em m³/s;
D = diâmetro externo do pistão ou interno do cilindro, em m;
L = curso do pistão, em m;
n = velocidade de rotação do eixo de manivela, em rpm, ou, frequência do movimento completo do pistão, em ppm (pulsações por minuto);
ɳv = rendimento volumétrico, adimensional, que leva em consideração as perdas por fugas entre o pistão e o cilindro, as perdas nas gaxetas e a presença de ar no cilindro da bomba.
·         Vazão média recalcada por uma bomba de êmbolo de duplo efeito:
Q = [π(D² - d²) / 2] L (n / 60) ɳv
Onde:
d = diâmetro da haste do pistão, em m.
·         Energia específica fornecida ao líquido por qualquer tipo de bomba de deslocamento positivo:
Y = [(pd - pa) / ρ] + [½(cd² - ca²)] + [g (zd – za)]
Onde:
Y = energia que o líquido recebe ao passar pela bomba, em J/Kg;
pd = pressão na descarga da bomba, em N/m²;
pa = pressão na admissão da bomba, em N/m²;
ρ = massa específica do líquido bombeado, em Kg/m³;
cd = velocidade do líquido na descarga da bomba, em m/s;
ca = velocidade do líquido na admissão da bomba, em m/s;
zd = cota ou nível de referência da descarga da bomba, em m;
za = cota ou nível de referência da admissão da bomba, em m.
·         Potência consumida no eixo de uma bomba de êmbolo:
Pe = (ρ Q Y) / (ɳv ɳh ɳm) ou Pe = (ρ Q Y) / ɳt
Onde:
Pe = potência no eixo da bomba, em kW;
ɳv = rendimento volumétrico, já definido anteriormente;
ɳh = rendimento hidráulico, que leva em conta as perdas de energia no interior da bomba, principalmente, nas válvulas;
ɳm = rendimento mecânico, que leva em consideração as perdas por atrito no mecanismo de transmissão, nas gaxetas e no pistão;
ɳt = rendimento total da bomba.
·         Vazão máxima pode ser calculada em função da vazão média recalcada pela expressão:
Qmax = Kv Q
Onde:
Qmax = vazão máxima que passa pela tubulação de sucção, em m³/s;
Q = vazão média recalcada pela bomba, em m³/s;
Kv = coeficiente de correção da vazão, adimensional.
O coeficiente de correção da vazão, Kv, assume os seguintes valores:
Kv = 3,2 para bombas simplex;
Kv = 1,6 para bombas duplex;
Kv = 1,1 para bombas triplex;
Kv = 1,0 para bombas quadriplex ou com maior número de cilindros em paralelo.

Bombas Rotativas
Nas bombas rotativas, o líquido recebe a ação de forças provenientes de uma ou mais peças dotadas de movimento de rotação que, comunicando energia de pressão, provocam seu escoamento. A ação das forças se faz segundo a direção que é praticamente a do próprio movimento de escoamento do líquido. A descarga e a pressão do líquido bombeado sofrem pequenas variações quando a rotação é constante.

Classificação das bombas rotativas
·         Bombas de engrenagens:
Este tipo de bomba, conforme o nome indica, é constituído de duas engrenagens, com engrenamento externo ou interno, que giram no interior de uma carcaça. À medida que as engrenagens giram, provocam uma depressão no lado de entrada, chamada de câmara de sucção da bomba, fazendo com que o líquido seja admitido. Da câmara de sucção o líquido é transportado, através dos espaços compreendidos entre os dentes das engrenagens e a parede interna da carcaça, até a câmara de pressão na descarga da bomba, situada numa posição oposta ao lado de admissão. O engrenamento dos dentes, na parte central da bomba, impede a comunicação entre a câmara de pressão e a câmara de sucção. A pressão de saída do líquido será maior ou menor, dependendo da resistência encontrada pelo fluxo hidráulico ao longo da tubulação de descarga e da pressão a vencer, ou seja, da altura de elevação manométrica.
·         Bombas de parafuso:
As bombas rotativas de parafuso consistem em dois ou três parafusos de rosca helicoidal que, engrenados e com uma folga muito pequena entre si, giram no interior de uma carcaça cilíndrica. O movimento dos parafusos é sincronizado por engrenagens externas, ou então, um deles (o central) é o propulsor e os demais são arrastados pelo engrenamento. O líquido admitido numa (ou nas duas) extremidade é arrastado para a câmara de pressão, na descarga, escorrendo entre os fios dos parafusos e a carcaça.
·         Bombas de lóbulos:
Nestas bombas, o líquido desloca-se pela ação de rotores lobulares, em forma de perfis conjugados, que giram no interior de uma carcaça ovalada, de maneira sincronizada pela ação de engrenagens externas. Os rotores, que giram em sentido oposto, possuem dois ou mais lóbulos, cujas superfícies não entram em contato durante o funcionamento. A folga entre estas superfícies, que deve ser a menor possível, evita o desgaste dos materiais de construção dos lóbulos.
O líquido penetra na bomba sob a ação de forças externas sendo deslocado para a descarga pela energia fornecida pelos rotores tubulares. O fluxo de líquido nas bombas de lóbulos não é tão constante como nas de engrenagens e o seu nível de ruído é maior.

·         Bombas de palhetas:
A bomba de palhetas é construída de um rotor excêntrico em forma de tambor, com ranhuras radiais, no interior das quais deslizam palhetas que durante o giro são pressionadas contra a carcaça cilíndrica por ação da força centrífuga. O líquido é aprisionado no espaço formado pelas palhetas e conduzido para a descarga da bomba em consequência da variação do volume deste espaço que, inicialmente, aumenta progressivamente e, após atingir o seu valor máximo, passa a decrescer, até desaparecer. A lubrificação das extremidades das pás que entram em contato com a carcaça é realizada pelo próprio líquido de trabalho.
Cálculos
·         Vazão média recalcada por uma bomba de engrenagem:
Q = 120 Ad N b n ɳv
Onde:
Q = vazão recalcada, em m³/h;
Ad = seção de um dente, medida perpendicularmente ao eixo de giro e limitada, no pé do dente, pela circunferência externa da engrenagem conjugada, em m²;
N = número de dentes de uma engrenagem, adimensional;
b = largura das engrenagens rotativas (rotor), em m;
n = velocidade de rotação, em rpm;
ɳv = rendimento volumétrico, que diminui com o aumento das perdas por fugas, adimensional.
·         Energia específica fornecida ao líquido por qualquer tipo de bomba de engrenagem:
Y = [(pd - pa) / ρ] = Δp / ρ = g H
Onde:
Y = energia que o líquido recebe ao passar pela bomba, em J/Kg;
pd = pressão na descarga da bomba, em N/m²;
pa = pressão na admissão da bomba, em N/m²;
ρ = massa específica do líquido bombeado, em Kg/m³;
Δp = diferença de pressão entre saída e entrada da bomba, em Pa;
g = aceleração da gravidade, em m/s²;
H = altura de elevação manométrica, em m.
·         A potência consumida no eixo de uma bomba de engrenagem:
Pe = (Q Δp)/ ɳt
Onde:
Pe = potência no eixo da bomba, em W;
ɳt = rendimento total da bomba, adimensional.
·         Vazão média recalcada por uma bomba de parafuso com dentes helicoidais retangulares:
Q = 7,5 i (De² - Di²) [(n t) / N] ɳv
Onde:
Q = vazão recalcada, em m³/h;
i = número de parafusos conduzidos, 1 ou 2;
De = diâmetro exterior do filete, em m;
Di = diâmetro da raiz do filete, em m;
n = velocidade de rotação dos parafusos, em rpm;
t = passo dos filetes retangulares dos parafusos, em m;
N = número de filetes ou entradas dos parafusos, adimensional;
ɳv = rendimento volumétrico, adimensional.
·         Vazão média recalcada por uma bomba de parafuso único:
Q = 120 n De (De - Di) t
Onde:
Q = vazão, em m³/h;
n = velocidade de rotação do rotor, em rpm;
De = diâmetro exterior da hélice do parafuso, em m;
Di = diâmetro da raiz da hélice do parafuso, em m;
t = passo da hélice do rotor, em m.
·         Vazão média recalcada por uma bomba de lóbulos:
Q = K (De² - E²) b n ɳv
Onde:
Q = vazão da bomba de lóbulos, em m³/s;
K = constante que depende da geometria do rotor e do número de lóbulos, adimensional;
De = diâmetro exterior do rotor, em m;
E = distância entre os centros dos rotores, em m;
b = largura do rotor, em m;
n = velocidade de rotação do rotor, em rps ou Hz;
ɳv = rendimento volumétrico, adimensional.
·         Vazão média recalcada por uma bomba de palhetas:
Q = 2 E b [π (D - E) - N e] (n / 60) ɳv
Onde:
Q = vazão recalcada, em m³/s;
E = distância entre os centros do rotor e da carcaça, em m;
b = largura das pás, em m;
D = diâmetro da superfície interna da carcaça, em m;
N = número de pás, adimensional;
e = espessura das pás, em m;
n = velocidade de rotação, em rpm;
ɳv= rendimento volumétrico, adimensional.

Uso da Bomba

A bomba de deslocamento positivo é utilizada em sessões de hemodiálise, da seguinte maneira: a mesma é acoplada ao braço do paciente e puxa o sangue em direção ao filtro para realizar a purificação.

Processo de Hemodiálise


A seguir, vídeo da clínica pró-rim, que explica o funcionamento de uma máquina de hemodiálise:


Fonte: Youtube









AUGUSTO NIEHUES, FELIPE GOMES MEDEIROS, RODRIGO SOARES PACHECO, turma: 3328, engenharia civil-Fenômenos de transporte

UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA
AUGUSTO NIEHUES,
FELIPE GOMES MEDEIROS,
RODRIGO SOARES PACHECO.









TRABALHO BOMBAS:
Tipo de bomba e sua função









Tubarão
2015/B






CONCEITO

Uma bomba hidráulica é um dispositivo que adiciona energia aos líquidos, tomando energia mecânica de um eixo, de uma haste ou de um outro fluido: ar comprimido e vapor são os mais usuais. As formas de transmissão de energia podem ser: aumento de pressão, aumento de velocidade ou aumento de elevação – ou qualquer combinação destas formas de energia. Como consequência, facilita-se o movimento do líquido. É geralmente aceito que o líquido possa ser uma mistura de líquidos e sólidos, nas quais a fase líquida prepondera.






INTRODUÇÃO

Neste trabalho abordaremos um tipo de bomba utilizada em usinas termoelétricas, uma bomba do tipo centrifuga de múltiplos estágios que tem por finalidade realizar o enchimento da caldeira com água desmineralizada.
Este equipamento é composto por:
·         Bomba principal de 8 estágio
·         Variador de velocidade (Voith)
·         Motor elétrico (6,3 KV)
·         Caixa redutora
·         Bomba booster
São instaladas 3 bombas de alimentação, cada uma com capacidade de atender 55% das necessidades do sistema.  Estas bombas são horizontais e instaladas no piso térreo da casa de máquinas. A sucção destas bombas está conectada ao tanque de alimentação e a sua descarga fornece água com alta pressão para a caldeira (economizador e tambor).
Cada bomba tem uma linha individual de sucção conectada ao tanque de alimentação. Nesta linha de sucção está instalado um filtro, cuja condição de limpeza é monitorada por um manômetro diferencial, que atua um alarme na sala de comando.
Cada bomba tem, na sua linha de descarga individual, uma válvula de retenção e uma válvula de isolação motorizada e com duas válvulas de equalização em série. Antes da válvula de retenção sai uma linha de recirculação para o tanque de alimentação, cuja finalidade é proteger a bomba garantindo o seu fluxo mínimo.
Quanto ao acionamento, o motor elétrico é acoplado em ambos os lados. Um dos lados aciona a bomba booster através de uma caixa redutora. O outro lado aciona o variador de velocidade VOITH , que por sua vez aciona a bomba principal.
O variador de velocidade VOITH varia e controla a velocidade da bomba principal, comandado pelo sistema de controle de vazão da água de alimentação (controle de nível do tambor). O variador de velocidade tem um sistema de lubrificação que fornece óleo de lubrificação para a bomba principal, o motor e a caixa redutora da bomba booster, além do próprio variador de velocidade.
Quanto ao bombeamento, a bomba booster succiona do tanque de alimentação e fornece água para a sucção da bomba principal, com pressão suficiente para evitar cavitação em qualquer condição operacional.
As bombas de alimentação recebem condensado, da descarga das bombas de condensado, para resfriamento dos selos mecânicos da bomba principal. Para cada bomba este suprimento deve ser de 11 l/min a 2,5 Kgf/cm² e 35ºC. A pressão de fornecimento é monitorada, atuando alarmes na sala de comando, no caso de pressão baixa e trip da bomba no caso de pressão muito baixa (PSLL206 - 1,5 Kgf/cm²).
As bombas de alimentação também recebem água do ciclo fechado para resfriamento dos mancais e gaxetas da bomba booster, do motor, dos selos mecânicos da bomba principal, do óleo de lubrificação e do óleo do variador de velocidade. O fornecimento de água do ciclo fechado para cada bomba é feito através de uma válvula motorizada de isolação (M270107), com abertura automática na partida da bomba.  O suprimento de água do ciclo fechado para cada bomba deve ser feito com cerca de 3Kgf/cm² e a vazão depende da sua temperatura (180 l/min para 35ºC). A pressão de fornecimento é monitorada, atuando alarme na sala de comando no caso de pressão baixa e trip da bomba no caso de pressão muito baixa (PSLL209 - 2,0 Kgf/cm²).


BOMBA PRINCIPAL


                    Bomba de alimentação principal                          


desenho de corte da bba principal


A bomba principal é horizontal com oito estágios e succiona da descarga da bomba booster. Os seus principais componentes são a carcaça (estator), o rotor, os mancais, os selos e o pistão de balanço.  A figura 2 apresenta um desenho de corte de bomba principal.



O estator de cada bomba consiste das carcaças de admissão e descarga, seções dos estágios, caixas de selos, suporte dos mancais e mais uma série de pequenas partes.
O rotor da bomba consiste de um eixo onde são montados os rotores dos 8 estágios, o colar do mancal de escora e mais algumas pequenas partes. O rotor também comporta, em cada extremidade, os assentos dos selos mecânicos e os munhões dos mancais.
O rotor da bomba é suportado, nas extremidades, por mancais radiais de deslizamento bipartidos. Um mancal de escora, também de deslizamento, na extremidade não acoplada, suporta os esforços axiais resultantes nas partidas e paradas, enquanto o pistão de balanço não está funcionando normalmente. A temperatura destes mancais é monitorada e, em caso de valores muito altos, provoca bloqueio da bomba, a lubrificação dos mancais é pressurizada.
Dados:
Número instalado
3
Fabricante
Sigma Lutin
Tipo
150 CHM-280-18-8



Água de Alimentação
Temperatura
160ºC
Densidade
907,4 Kg/m³
Pressão sucção
12,69 Kgf/cm²
Vazão nominal (descarga)
226 t/h
Vazão extração intermediária
200 t/h
Pressão descarga
173 Kgf/cm²
Pressão extração intermediária
71 Kgf/cm²
Rotação
2200 a 4440 RPM
Altura manométrica
1781 m
Eficiência
72,5%







Bomba booster


                      Bomba booster     
                              

Desenho de corte da BBA booster

A bomba Booster tem a sua sucção conectada com o tanque de alimentação e a sua descarga alimenta a sucção da bomba principal.
A bomba booster é uma bomba horizontal e tem apenas um estágio com rotor de dupla sucção. A sua selagem é feita com gaxetas resfriadas com água do ciclo fechado.
Os mancais são de rolamento, sendo que o do lado acionado suporta apenas os esforços radiais, enquanto o mancal do lado não acoplado suporta os esforços axiais e radiais. Os mancais são lubrificados por banho de óleo (anel pescador) e refrigerados por água do ciclo fechado.
A bomba booster é acionada pelo motor através de uma caixa redutora, cujo óleo de lubrificação é oriundo do sistema de lubrificação da bomba de alimentação.






Dados:
Número instalado
3
Fabricante
Sigma Lutin
Tipo
200 QHP-350-42


Água de alimentação
Temperatura
160ºC
Densidade
907,4 Kg/m³
Pressão sucção
8,22 Kgf/cm²
Pressão descarga
13,15 Kgf/cm²
Vazão nominal
246 t/h
Rotação
1738 RPM
Altura manométrica
54,6 m
Eficiência
71,5%

Caixa redutora
Rotação entrada
3582 RPM
Rotação saída
1738 RPM
Potência transmitida
60 KW

FINALIDADE DA BOMBA BOOSTER
A finalidade da bomba booster é fornecer água para a sucção da bomba principal com pressão suficiente de modo a evitar cavitação na bomba principal sob qualquer condição operacional.
A bomba principal, que opera com velocidades elevadas (até 4440 rpm), necessita de um elevado NPSH na sucção, ou seja, necessita que a pressão na sua sucção tenha uma boa folga em relação a pressão de saturação equivalente a temperatura da água na sucção. Entretanto, as bombas de alimentação succionam do tanque de alimentação, onde é armazenada água próximo ao ponto de saturação.
Para conciliar estas duas condições que potencializam a ocorrência de cavitação nestas bombas, são adotadas, no projeto, duas medidas: a localização do tanque de alimentação em cotas elevadas e a utilização de bomba booster.
A bomba booster requer um NPSH na sucção consideravelmente menor do que a bomba principal por duas razões: opera com velocidade menor (1738 rpm) e tem rotor de dupla sucção. Deste modo o tanque de alimentação é posicionado numa elevação suficiente para garantir o NPSH na sucção da bomba booster.





                     Variador de velocidade (Voith)                               


Desenho de corte do voith

O variador de velocidade VOITH é composto por um conjunto de engrenagens, um acoplamento hidráulico e um sistema de óleo, alojados dentro de uma carcaça.
As engrenagens e o acoplamento hidráulico tem a finalidade de transmitir o torque fornecido pelo motor para a bomba principal, variando a velocidade da bomba principal em resposta a sinais do sistema de controle da vazão de água de alimentação.
O sistema de óleo conta com dois circuitos; um denominado óleo de operação que fornece óleo para o acoplamento hidráulico e outro, denominado óleo de lubrificação, que fornece óleo de lubrificação para o variador de velocidade, bomba principal, motor e caixa redutora da bomba booster. O óleo de ambos os circuitos é comum, sendo que o seu reservatório comum está contido na carcaça do variador de velocidade.





Dados:

Tipo
R16k
Potência transmitida
1850 KW
Rotação entrada
3582 RPM
Rotação saída (máxima)
4440 RPM
Range controle
2:1





  



MOTOR ELÉTRICO



Cada bomba de alimentação é acionada por um motor trifásico de 6,3 kV, refrigerado com água do ciclo fechado, com mancais de deslizamento com lubrificação forçada.
Abaixo são apresentados os seus dados:

Número instalado
3
Fabricante
Brown Boveri
Tipo
QWG 500 1 a 2
Potência nominal
2860CV
Rotação
3583 RPM

Alimentação
Freqüência
60 Hz
Tensão
6000 V
Fases
3
Corrente nominal
233 A
Números de pólos
2
Condições
Operacionais
Carga
100%
75%
50%
Fator de potência
0,90
0,88
0,83
Eficiência
96,5%
96,3%
96,0%
Classe de isolamento
F
Peso
5600 Kgf


Conclusão
Neste trabalho podemos ter uma boa visão sobre bomba, o que é uma bomba, tipo de bomba centrifuga, e um exemplo de aplicação de uma bomba centrifuga.
Concluímos que uma bomba de grande porte depende de vários fatores para que seu funcionamento seja efetuado de maneira correta, segura, e para atingir o trabalho exigido pelo projeto.
O sistema de lubrificação e refrigeração é muito importante, por isso o sistema de óleo é monitorado constantemente, nível de pressão e temperatura.










Referência

·         IT- OP- UTLB- 01- 03- 202 Bomba de Alimentação (Tractebel Energia).